segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Imagine Lovatic Hot - Capítulo 3.

                                                 Você narrando.

Acordei e fiquei pensando o que eu iria fazer hoje. Percebi que estava calor, então decidi dar uma corrida na praia. Tomei um banho rápido, sai, passei meus cremes, vesti um top branco e um shorts jeans curto. Coloquei um chinelo mesmo, amarrei meu cabelo e desci. Estavam todos dormindo ainda, povo preguiçoso. Peguei a chave do carro do meu pai e deixei um bilhete avisando que eu tinha pegado. Entrei no carro, liguei e dei a partida. Quando cheguei na praia, sai e desliguei o carro. Comecei a andar, sentindo aquele vento bater no meu rosto. Relaxei um pouco e depois comecei a correr. Tinha uma pessoa vindo na minha direção, andando calmamente, mais eu não vi e acabei esbarrando nela e fazendo nós cairmos. Eu acabei caindo por cima dela. Nossos olhares se encontraram por entre os óculos de sol dela. Eu sabia que conhecia aquela pessoa, mais não consegui reconhecer por causa do óculos. Ajudei-a a levantar e pedi desculpas. Quando eu ouvi a voz dela dizendo que estava tudo bem, tudo parou. Eu conhecia ela e isso só se confirmou quando ela tirou os óculos, fazendo-me ver aqueles olhos perfeitos. Era ela, a garota que não sai dos meus pensamentos, Demetria. Depois de uns minutos ela pediu para mim tirá-la dali por causa dos fãs. Quando ela entrelaçou suas mãos com a minha, o meu corpo estremeceu de uma maneira inexplicável. Levei-a até o carro e entramos. Percebi que estava quase na hora do almoço e falei que iria levá-la para almoçar na minha casa e depois mostraria o Rio de Janeiro inteiro para ela. Aceitou, então eu dei a partida, rumo a minha casa. Eu pude perceber que durante o caminho ela olhava para mim algumas vezes.
Você: Eu vou colocar uma música para tocar. - liguei o rádio do carro e dei play no CD que estava ali. Era o meu Unbroken, olhei para Demi e ri. -
Demi: Sério que tá tocando a minha música? - ela disse rindo. -
Você: Eu não tenho culpa que você tem uma voz perfeita e eu sou tua fã. - sorri. -
Demi: Pare com isso, se não você me deixa com vergonha. - ela disse e colocou a mão no rosto, tampando-o. Eu dei uma gargalhada. -
Você: Minha mãe desde pequena me ensinou a não mentir, então estou falando a verdade. - falei. - Aliás, também não tenho culpa de até o meu pai ser teu fã e o teu CD estar tocando no carro dele. - ri. -
Demi: Já que você diz, né. - ela riu, fui passando as músicas, até chegar em Skyscraper. -
Você: You can take everything i have, you can break everything i am. Like i'm made of glass, like i'm made of paper. Go on and try to tear me down, i will be rising from the ground. Like a skyscraper, like a skyscraper... - eu cantarolei, Demi olhou-me. -
Demi: Nossa. A tua voz é linda. - ela disse me encarando, eu corei. -
Você: Se a minha voz é linda, a tua é o extremo de perfeita né. - eu sorri e estacionei o carro na frente da minha casa. -
Demi: UAU! Essa casa é tua? - perguntou. -
Você: É sim. - eu sorri e sai do carro. Dei a volta correndo e abri a porta para Demi, ela desceu do carro sorrindo para mim. -
Demi: Obrigado.
Você: Não precisa agradecer. - eu tranquei o carro. - Vem. - estendi a mão para ela, que pegou sorrindo e novamente aquele choque elétrico percorreu o meu corpo. Subimos as escadas e entramos. Fui com ela até a sala e vi Rafael sentado no sofá, com Sophia deitada no colo dele. Eu sorri. - Awn, quanto amor vocês dois. - falei, em inglês. -
Sophia: Vai se foder, mano. - ela disse rindo, e olhou para mim. Quando ela viu Demi do meu lado deu um pulo do sofá, fazendo meu irmão ver também. Sophia se aproximou da gente. - Demi? - perguntou. -
Demi: Essa sou eu. - ela disse rindo. -
Sophia: A MEU DEUS! - ela disse também em inglês. - Só um minuto, por favor. - ela disse e foi correndo pra cozinha. Do nada, a gente ouvir uma pessoa gritando, eu ri. Logo Sophia voltou. - Voltei.
Você: Senhor, tu é louca menina. - revirei os olhos. - Demi, essa é a Sophia a louca da minha melhor amiga. - sorri. - E aquele ali - apontei para meu irmão. - é o meu irmão, Rafael. - ele veio até nós. -
Rafael: Oi Demi. - ele a cumprimentou. -
Você: Cadê a mãe e o pai? - perguntei. -
Rafael: Tão lá em cima. Eles vão pirar quando verem a Demi. - a Demi riu. -
Você: MAAAAAAAAAAAAAE, PAAAAAAAAAAAAI, DESCEM AQUI! - gritei e Demi deu um pulo. -
Demi: Credo menina, vai me deixar surda. - revirei os olhos rindo. Logo meus pais desceram. -
Mãe: Por que tu tá falando em inglês menina? - ela perguntou de cabeça baixa, em inglês. -
Você: Levanta a cabeça que tu vai saber. - eu falei, ela levantou a cabeça. -
Mãe: A MEU DEUS! - ela gritou e veio correndo até nós. Eu ri. - Senhor, tu não é aquela Demi Lovato? - perguntou, eu gargalhei. -
Demi: É, sou eu. - ela riu. Minha mãe e ela se cumprimentaram. -
Mãe: Menina, a minha filha fala de ti 24 horas por dia. - ela disse e eu a olhei. -
Você: Mãe, credo. - eu ri e nós ficamos conversando. Logo o almoço ficou pronto e nós fomos almoçar. Eu e Demi ficamos trocando olhares entre o almoço. Conversávamos e riamos. E eu me peguei várias vezes parada, olhando ela, vendo o seu sorriso. Por que ela tem que ser tão perfeita? Depois do almoço, eu e Demi subimos para o meu quarto. Fui escovar os dentes e voltei. Ela estava sentada na minha cama. -
Demi: Eu posso te fazer uma pergunta? - eu olhei para ela e sentei-me na cama de frente para Demi. -
Você: Claro que pode. - eu disse. -

                                           Demi narrando.

Todos que abitavam a casa da (seu nome) são extremamente engraçados. Eu ri muito com eles, durante o almoço. Troquei alguns olhares com ela e várias vezes peguei-me a observando. O sorriso dela é tão lindo, o olhar então nem se fala.
Demi: Eu posso te fazer uma pergunta? - perguntei, quando já estávamos no quarto dela apenas nós duas. Ela me olhou e sentou na cama de frente para mim. -
(Seu nome): Claro que pode. - ela respondeu. -
Demi: Ontem no M&G você disse que eu salvei a tua vida. Ér.. o que aconteceu? - perguntei. Eu estava curiosa, eu precisava saber. Ela suspirou. -
(Seu nome): É que quando eu tinha 15 anos, eu me apaixonei por um menino e ele era tudo de bom. Ele começou a dizer que me amava e essas coisas e a gente começou a namorar. Com 3 meses de namoro, eu.. eu tive a minha primeira vez com ele. - ela disse as últimas palavras em um sussurro. - E no outro dia, ele terminou comigo, ele me largou. A única coisa que ele queria era me levar para cama. Eu me sentia um lixo, me sentia suja Demi. Então, eu vim pra casa chorando, me tranquei no quarto e me cortei pela primeira vez. Eu me senti mais aliviada, era como uma fuga da dor. E aquilo começou a se repetir, os cortes e tudo mais. E eu sempre fui tua fã, quando eu vi que tu saiu da rehab com um sorriso de vitória no rosto. Quando eu vi que tu tinha sido forte o suficiente pra passar por tudo o que tu passou, eu decidi procurar ajuda. Então, eu me internei em uma clínica e fiquei lá por 2 meses. E faz praticamente um ano que eu não me corto mais. - uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Eu levei minha mão até seu rosto e sequei as lágrimas. Ela me olhou nos olhos. - Você sempre foi tudo pra mim, Demi. Você foi o que me fez lutar, lutar pra viver. Foi você que me deu forças pra passar por tudo. O meu refúgio agora é você e as tuas músicas, não são mais os cortes. Tudo mudou depois que tu saiu daquela rehab. Você mudou a minha vida, cara. - ela disse, uma lágrima escorreu dos meus olhos. -
Demi: Eu fico tão feliz em saber que tu viu em mim um exemplo. - dei um sorriso leve. - E fique sabendo que tu é forte sim. - eu disse. Ela colocou a sua mão sobre a minha e aproximou o seu corpo de mim. -
(Seu nome): Eu sou forte, porque você me dá forças Demi. - ela disse. Nossos olhares se encontraram e tudo parou novamente. E uma vontade de beijá-la me invadiu. Coloquei uma de minhas mãos em sua cintura e puxei ela para mais perto de mim, fazendo nossos corpos se colarem. Fomos nos aproximando lentamente, eu já podia sentir a sua respiração misturando-se com a minha. Parecia que o meu coração ia sair pela boca, ele estava batendo á mil por hora. Eu estava nervosa, eu queria muito aquele beijo. Pude sentir o seu nariz encostando-se no meu. Ela fechou os olhos e eu também. Então, finalmente, eu senti os seus lábios quentes encostando-se nos meus. Passei a língua por seus lábios pedindo permissão e ela entreabriu os seus lábios, então eu invadi a sua boca com a minha língua. Pude ouvir um suspiro dela, quando eu puxei-a pela cintura. Sua mão estava em minha nuca, puxando o meu rosto para mais perto do dela e as minhas mãos estavam em sua cintura, puxando seu corpo para mais perto de mim. Nossas línguas brincavam uma com a outra. Uma alegria enorme tomou conta do meu corpo. Estávamos em uma perfeita sincronia. Era como se nossas línguas estivessem dançando uma com a outra. O ar começou a faltar, mais nós não paramos. Eu queria aquele beijo, eu queria ela. Eu não sei por que estou me sentindo assim, só que eu não quero parar de beijá-la, queria que esse momento se eternizasse. Só que a falta de ar estava tão grande, que nós separamos nossos lábios lentamente. Encostamos nossas testas e ficamos ali, respirando ofegante de olhos fechados. Aproveitando aquele momento. -

                                    Você narrando.

Quando a Demi me perguntou aquilo, eu suspirei. Não gostava muito de tocar naquele assunto, mais eu contaria para ela. Depois de tudo, ela disse que eu era forte e eu disse que era forte porque ela me dava forças. E então.. a gente se beijou. O meu corpo todo estremeceu. Nos beijávamos como se necessitássemos daquilo. E eu necessitava, necessitava dela. Não sei porque estava sentindo-me assim, mais eu aproveitei aquele beijo. Quando eu abri os olhos, pude ver que ela me olhava com um leve sorriso no rosto. Eu levantei da cama com tudo, percebendo o que tínhamos acabado de fazer.
Você: Ér, desculpa por isso Demi. É sério, eu não queria é. Isso não vai mais acontecer, ok? - falei. Eu menti ao dizer que eu não queria. Por que eu queria, queria muito. -
Demi: Ah, é, tudo bem, pode deixar. - ela falou com uma ponta de.. decepção na voz. -
Você: Então, vamos? - perguntei. - Ainda tenho que te mostrar o Rio de Janeiro. - ri e ela sorriu. -
Demi: Vamos, claro. - ela falou. Descemos, peguei a chave do carro do meu pai e saímos de casa. Entramos no carro, liguei e dei a partida. -
  Agora estamos no último lugar que eu iria mostrar para ela. O Cristo Redentor. Estávamos lá em cima, vendo a vista do Rio de Janeiro.
Demi: UAU! Essa vista é linda. - ela falou deslumbrada. Estávamos a uns 10 minutos ali, vendo a vista sem falar nada. Sorri. -
Você: Realmente, Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa. - falei sorrindo, ela suspirou. -
Demi: Tu pode me levar pro hotel? É que eu to cansada, andamos muito hoje. - ela riu. -
Você: Claro, vamos. - eu disse. Descemos, entramos no carro e eu dei a partida. Não tinha fã nenhum na entrada do hotel. - Acho que teus fãs foram descansar. - falei rindo. -
Demi: Pois é, eles tem que descansar mesmo. - riu e então eu parei o carro. -
Você: Está entregue, senhorita Lovato. - falei e ela me olhou. -
Demi: Vamos comigo até lá em cima? Eu não quero ir até lá sozinha. - ela fez uma cara de bebê. Eu ri. -
Você: Nada folgada você, né? - ri. - Eu vou sim. - saímos do carro e eu tranquei. Entramos no hotel e pegamos o elevador. Fui até a porta do quarto dela e ela abriu a porta e então me olhou. - Está entregue. - sorrimos e ficamos nos encarando. - Então, ér, tchau Demi. Eu tenho que ir. - falei. -
Demi: Posso fazer uma coisa antes? - perguntou. -
Você: Pode. - falei um pouco confusa. - Aliás, fazer o que? - perguntei. -
Demi: Isso. - ela me puxou pela cintura para dentro do quarto dela e me encostou na parede, fechando a porta logo em seguida. Prensava o meu corpo entre a parede e o seu corpo. Minha respiração estava acelerada. -
Você: De..mi, eu.. - ela me interrompeu. -
Demi: Não fala nada. - ela disse e logo em seguida me beijou. Invadiu minha boca com a sua língua. Cada contato meu com ela o meu corpo estremecia. Eu queria mais, o meu corpo pedia mais. Ela me puxava pela cintura, colando mais ainda nossos corpos. Levei minhas mãos até sua nuca, colocando elas entre os seus cabelos e puxei seu rosto para mais perto de mim. Era um beijo rápido, selvagem, com desejo. Ela me encostou com tudo na parede, fazendo seu corpo me prensar mais ainda, não consegui me segurar e soltei um gemido baixo entre o beijo. A falta de ar começou, mais eu não queria parar aquele beijo. Só que tivemos que nos separar e ficamos nos encarando por segundos. -
Você: Demi, eu.. eu tenho que ir. É, eu tenho que ir. - falei, ia abrir a porta do quarto dela mais parei. Olhei-a. - Mas, antes eu preciso fazer uma coisa. - puxei-a pela cintura e a prensei contra a parede. Estava perdendo os meus sentidos, o desejo estava tomando conta de mim. Eu precisava do seu beijo. Então, sem dar tempo para me arrepender, tomei os seus lábios inciando um beijo. Ficamos ali, nos beijando até o ar faltar novamente. Nos separamos, olhei-a e sorri. Então, abri a porta do quarto dela e sai. Quando entrei no elevador e vi a porta dele se fechando, suspirei alto. O que foi aquilo? Como ela me deixou louca daquela maneira? E o beijo dela? Ah, céus. Fiquei perdida em pensamentes até ver a porta do elevador se abrir. Sai praticamente correndo, entrei no meu carro e dei a partida indo para casa. Quando cheguei, coloquei o carro na garagem, tranquei-o e entrei em casa. Subi as escadas e fui até o quarto do meu irmão. - Cadê a Sophia? - perguntei e ele me olhou. -
Rafael: Ela foi pra casa. - ele disse, eu assenti e fui para o meu quarto. Eu precisava conversar com alguém, eu precisava desabafar se não iria explodir. Peguei meu IPhone e mandei uma mensagem para Sô: "Vem aqui em casa rápido, preciso muito falar contigo. É urgente." Logo depois de enviar a mensagem fui para o banheiro e tomei um banho. A água escorria pelo meu corpo e as imagens vinham na minha cabeça com tudo. Os lábios dela tocando no meu, o gosto do seu beijo. Suspirei e sai do banho. Passei meus cremes, coloquei minha lingerie e vesti meu pijama. Quando sai do banheiro, Sophia estava deitada na minha cama me esperando. Me viu e deu um pulo, sentando. -
Sophia: O que aconteceu que tu mandou eu vir aqui rápido? - perguntou. Eu sentei de frente para ela. -
Você: Sô, tu tem que me prometer que não vai dar ataque. Promete?
Sophia: Prometo. - ela revirou os olhos. - Agora, conte-me o que aconteceu.
Você: Eu.. - suspirei. - Eu e a Demi nos beijamos. - falei. -
Sophia: O QUE? - ela gritou dando um pulo da cama. -
Você: Sophia, cala a boca não fica gritando. - falei. -
Sophia: Ah, foi mal. - ela disse e se sentou novamente. - Agora, conte-me tudo. Como isso aconteceu? - como sempre, Sophia estava curiosa. -
Você: Então, foi assim.. - eu contei tudo para ela. As trocas de olhares desde ontem no show, tudo. O primeiro, o segundo, o terceiro beijo. - E foi isso. - disse após contar tudo. Ela me olhava. -
Sophia: Ah meu Deus, amiga. - ela sorriu. - E o que tu achou? - perguntou. -
Você: Como assim? - encarei-a confusa. -
Sophia: O que tu achou do beijo? - perguntou novamente. -
Você: Ah, eu não sei Sophia. O lábio dela é doce, quente, macio. Cada vez dá vontade de beijar mais e mais. - suspirei e olhei para minha amiga. - Foi o melhor beijo da minha vida. - eu disse. Ela começou a pular. - Foi o melhor beijo da minha vida. - eu disse isso em um sussurro para mim mesmo. E um sorriso brotou sobre os meus lábios, lembrando-me do nosso beijo. -

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